O impacto que o Atacarejo pode causar nas vendas dos supermercados

Você já deve ter percebido o aumento do número de lojas de atacarejo no Brasil. De fato, esse número cresceu, principalmente nos últimos anos, mas você sabe quais diferenciais o atacarejo apresenta em relação ao modelo de negócio dos supermercados que estamos habituados?

Nessa publicação vamos conhecer melhor essa modalidade que vem ganhando espaço entre os consumidores brasileiros e entender como podemos continuar competindo e fidelizando o nosso cliente.



Focados em fornecer alimentos para pequenos varejistas que revendem esses produtos, os atacarejos tem conquistado um outro público muito importante, o consumidor final.

Atraídos pelos preços baixos e pela oportunidade de economizar ainda mais ao realizar compras em grande quantidade do mesmo produto, o consumidor final tem sido presença confirmada nos estabelecimentos que vendem em atacado, daí o surgimento da necessidade em dar mais atenção a esse público e promover ações que os fidelizem.

Ao perceber essa tendência no comportamento dos clientes, grandes marcas de supermercados aderiram ao formato atacarejo, promovendo a venda de produtos tanto em atacado quanto no formato de varejo para o consumidor final.

Marcas conhecidas continuam com suas lojas de supermercados em pleno funcionamento e já lançaram no mercado suas versões em atacarejo, como por exemplo o Walmart com a criação do Maxxi, o Carrefour com a criação do Atacadão e o Pão de Açúcar com a criação do Assaí.

São lojas mais modestas, com características pecualiares que permitem que esse modelo de negócio tenha uma margem maior para oferecer produtos com preço baixo. A grande diferença entre supermercados e atacarejos é essencialmente o preço inferior que essa modalidade consegue ofertar aos seus clientes. Podemos destacar algumas características que permitem o aumento da margem de lucro para essa modalidade, possibilitando o repasse do preço baixo para o consumidor final:


1. Disposição do estoque- Nessa formatação o estoque já está dentro da loja permitindo maior agilidade na reposição dos produtos. Geralmente a layoutização é feita através de grandes corredores com produtos armazenados em paletes dispostos nos salões.


2. Capital humano reduzido – O fato de o estoque ficar dentro do próprio estabelecimento diminui a necessidade de repositores para coletar os produtos no estoque e reabastecer as gôndulas, também não percebemos a presença de atendentes a disposição para auxiliar os clientes. Dessa forma, os funcionários já existentes ficam livres para desenvolver outras atividades.

3. Sortimento reduzido- Menor variedade disponível. Essa modalidade foca no preço baixo e para adquirir produtos com preços atrativos precisam fazê-lo em grande quantidade, por isso o cliente não tem muita opção para escolher entre marcas do mesmo segmento.

4. Volume de vendas- Essa é sem dúvidas uma das estratégias mais importantes para o segmento, aumentar o volume de vendas para conseguir ter um lucro considerável. Como os preços são baixos, o lucro só torna-se atrativo se as vendas forem realizadas em grande quantidade.

5. Preços diferenciados para atacado e varejo- É possível observar nas gôndulas os valores dos produtos em unidade ou em atacado, deixando a decisão final nas mãos do consumidor.


Apesar do cenário favorável para as lojas de atacarejo, podemos perceber que o segmento ainda não está totalmente maduro em relação a importantes interações indispensáveis para o sucesso no relacionamento com o cliente.

Ao dispor de uma quantidade reduzida de funcionários dentro das lojas, a rede de atacarejos fica vulnerável quanto ao quesito relacionamento com cliente. Esse cenário de fragilidade pode ser fortalecido através de disponibilização de canais de interação com o cliente onde a empresa possa ouvir suas necessidades e atendê-las da melhor forma possível.




Esse ramo precisa ser bem criativo para desenvolver soluções que agreguem ainda mais valor a visita do cliente, para promover a fidelização do seu público e promover um maior relacionamento com a sua marca, buscando diminuir a fragilidade da experiência de compra vivida pelo consumidor nesses estabelecimentos.

Um exemplo claro desse esforço é a experiência que o Assaí disponibiliza para os seus clientes, consumidores finais, ofertando um cartão de crédito da própria loja que permite a compra de qualquer quantidade do produto com o preço de atacado, um grande diferencial entre os seus concorrentes.

Outra estratégia comum adotada são os caixas para compras de até 15 volumes. Para clientes que vão comprar poucos itens essa fila exclusiva reduz significativamente o tempo gasto esperando em filas comuns.

Vale ressaltar também, que assim como os gestores de supermercados, os responsáveis por tomar as decisões estratégicas nos atacarejos já sentiram a necessidade de armazenar informações dos seus clientes para trabalhar ações que os tragam de volta para comprar em seus estabelecimentos e relacionar-se de forma mais próxima e assertiva.

Investir em tecnologia para melhorar a experiência de compras do consumidor, deixou de ser uma opção e tornou-se requisito para manter-se atrativo seja em supermercados ou em atacarejos.


E você, o que está fazendo para aumentar a intensidade da sua relação com o seu cliente hoje? Entre em contato com a Flink e entenda como podemos te ajudar a fidelizar o seu cliente.